terça-feira, 13 de outubro de 2020

Conclusão

 

Tópicos a serem publicados no blog a respeito da Metodologia ABP:

1.                  Introdução: Objetivos, Justificativa e fundamentação teórica.

2.                  Esboço de propostas presentes na literatura.

3.                  Modelo proposto a ser empregado na Escola Básica, mas especialmente no Ensino Médio.

4.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Sequência didática.

5.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Critérios avaliação ao longo do processo.

6.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Resultados.

7.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Conclusão.

 

7. Conclusão

 

 

Desempenho geral durante o período de atividades

 

Os frutos colhidos do emprego de uma metodologia centrada no aluno, colocando-o como protagonista de seu próprio aprendizado, bem como de um sistema avaliativo que leva em conta vários aspectos do processo formativo, e não apenas o conteúdo aprendido, se manifestam com clareza e vigor insofismáveis quando a somatória das pontuações atribuídas é levada a efeito. De fato, em um contexto avaliativo de 25 pontos bimestrais, com nota de corte valorada em 60% destes, todos os 45 alunos lograram êxito, como bem ilustra a figura abaixo.

 

Figura 1: Desempenho bimestral dos alunos.


Fonte: Trabalho de referência.

 

Pormenorizadamente, apenas um dos 45 alunos ficou com nota maior que ou igual a 15 e menor que 17 pontos. Dos demais, 15 ficaram com 17 pontos ou com nota menor que 20; ao passo que 29 alunos pontuaram entre 20 e 25.

Em suma, a demonstração de captação de significados durante as apresentações, a compreensão comprovada por sucessivas arguições perpetradas pelo professor, a capacidade de explicar e de aplicar o conhecimento quando das exposições acerca dos temas geradores assim como da confecção das maquetes e cartazes, são eloquentes elementos que apontam para o alcance de aprendizagem significativa (Moreira, 2011); algo de relevância pedagógica amplificada se considerarmos todo o envolvimento que cada aluno teve durante o processo por inteiro.

 

Considerações finais

 

O trabalho tencionou a elaboração de uma sequência didática versando sobre temáticas estudadas no campo da Eletricidade, em Física. Tendo sido fundamentada em ideias desenvolvidas por Pestalozzi, Ausubel e Freire, as ações levadas a cabo em sala tiveram como baliza um modelo que propomos inspirados em experiências relatadas (Leite e Afonso, 2001; Ribeiro, 2008) de aplicação da metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) em turmas de alunos de nível superior.

Velando pela manutenção dos princípios essenciais preconizados pela metodologia ABP, quais sejam, guiar a aprendizagem pela análise de um problema recheado dos conceitos mais relevantes sobre determinado assunto e estimular o protagonismo do aluno quanto a seu próprio aprendizado enquanto procura resolvê-lo, propomos um modelo que consideramos mais bem adaptável ao contexto do Ensino Médio, especialmente o encontrado em escolas públicas das redes estadual e municipal, com base no qual uma sequência didática sobre Eletricidade foi construída e subsequentemente aplicada a uma turma da 3ª série.

Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos mostram de maneira indisputável que a sequência didática foi eficaz para a promoção da aprendizagem dos conceitos básicos de Eletricidade que ela abraçou. A contextualização dos problemas estudados em sala com a realidade cotidiana do aluno e a conexão direta entre teoria e prática possibilitadas pelo uso do fundamental conceito de tema gerador de Paulo Freire como elemento de mediação entre conhecimento científico e conhecimento de mundo, permitiram o alcance em grande medida de aprendizagem significativa como bem atestam não poucas evidências observadas nos resultados colhidos. Desse modo torna-se lícito concluir pela efetividade da sequência didática em atingir seus objetivos, bem como pela validação do modelo que arquitetamos para a implementação da metodologia ABP no Ensino Médio.

Terminamos, pois, por deixar registrada toda a força de nossa crença de que a metodologia ABP, parametrizada pelos termos deste trabalho, é colocada em definitivo na prateleira das práticas pedagógicas potencialmente efetivas de emprego no Ensino Médio, sendo viável para a abordagem, a princípio, de todas as disciplinas ali constantes, e não apenas Física.

 

Referência

SOUZA, R. B. de; DRABESKI, R. G. .; PEREIRA, C. A. Conceitos de eletricidade trabalhados segundo a metodologia de aprendizagem baseada em problemas. Research, Society and Development, [S. l.], v. 9, n. 8, p. e659986208, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i8.6208. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/e659986208. Acesso em: 26 ago. 2020.

 

 

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Resultados

 

Tópicos a serem publicados no blog a respeito da Metodologia ABP:

1.                  Introdução: Objetivos, Justificativa e fundamentação teórica.

2.                  Esboço de propostas presentes na literatura.

3.                  Modelo proposto a ser empregado na Escola Básica, mas especialmente no Ensino Médio.

4.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Sequência didática.

5.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Critérios avaliação ao longo do processo.

6.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Resultados.

7.                  Aplicação do modelo para o trabalho de tópicos de eletricidade na 3º série do EM: Conclusão.

 

6. Resultados

 

Conforme tratado no post precedente, foram 5 os critérios de avaliação que balizaram as análises e pontuações associadas à sequência didática orientada pela metodologia ABP para a abordagem de conceitos de Eletricidade aplicada em uma turma de 3º ano do Ensino Médio: Apresentações, Engajamento, Relatórios parciais, Produto final e Autoavaliação. Nas próximas linhas colocamos para apreço os pormenores dos resultados obtidos no tocante à observação de cada um desses critérios.

 

I) Apresentações

Em todas as apresentações, invariavelmente levadas a cabo por um ou dois representantes do grupo em frente à classe, foram sujeitos a avaliação a desenvoltura, segurança na explanação, capacidade de síntese, uso apropriado dos termos e unidades de medida, e uso dos conceitos aprendidos ao abordar um tema gerador, quando este fosse o caso.

A título de ilustração, três dos oito grupos, ao falar sobre a instalação e princípio de funcionamento do chuveiro elétrico, denominaram por “negativo” e “positivo” os fios que o conectam à rede; os demais fizeram uso dos termos corretos “fase” e “neutro”. Enquanto um grupo equivocadamente afirmou que “110V passam pelo chuveiro”, outro fez correta ênfase na distinção entre corrente contínua e corrente alternada.

O que se percebeu, de um modo geral, foi a prevalência da confusão tão comum entre os conceitos de tensão e corrente elétrica, exemplificada adicionalmente pelo uso da expressão “tomada de 20 A”, sem necessariamente saber o que isso significa. A despeito disso, considerando que tenha sido esta a primeira aplicação de conhecimentos, e a julgar o bom manejo de termos, ainda que em menor volume que os equívocos cometidos, houve promissora socialização de conhecimentos adquiridos. De fato, o desempenho nas duas outras apresentações (recorde-se que foram 4 as oportunidades de apresentação) foi significativamente superior, como exemplificam as Figuras 1 e 2.

Figura 1: Malha elétrica desenhada pelo Grupo 5.

Fonte: Trabalho de referência.

 

Interessante chamar a atenção para o fato de que o problema, embora bem definido, admite várias soluções na medida em que não se faz exigência explícita quanto ao traçado da malha, nem se estipula, desde o início, o tempo de funcionamento de qualquer dos eletrodomésticos, nem tampouco o valor da tarifa cobrada pela concessionária para o consumo do kwh. Tais tarefas ficam a cargo dos grupos. O resultado do esforço em se fazer uma estimativa de consumo feito por um dos grupos está exibido na Figura 2.

 

Figura 2: Tabela com estimativa de consumo construída pelo Grupo 4.